segunda-feira, 16 de junho de 2014

Unidades de Conservação

Créditos: http://professorsl.blogspot.com.br/

De acordo com a Lei no 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), unidade de conservação é o espaço territorial e seus recursos ambientais com características naturais relevantes, com objetivos de conservação e limites definidos, especialmente administrado por meio da aplicação de garantias adequadas de proteção.
As unidades de conservação estão divididas em:
Unidades de proteção integral
São destinadas à manutenção dos ecossistemas sem interferência do homem. Para garantir a preservação, o patrimônio natural pode ser usado apenas de forma indireta, sem o consumo ou destruição dos recursos naturais.
Unidades de uso sustentável
Nelas, a conservação da natureza se concilia com o uso sustentável de parte dos recursos naturais. As áreas de proteção ambiental e as reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável são exemplo dessas unidades.
No Departamento de Áreas Protegidas estão inseridos o Projeto Corredores Ecológicos e o Programa Áreas Protegidas da Amazônia.

A fauna e a flora, os rios, os mares, as montanhas. Cada um dos elementos da natureza tem um papel a desempenhar. E para que isso ocorra é preciso haver equilíbrio.

Muitos povos e civilizações reconheceram, ao longo da história, a necessidade de proteger áreas naturais com características especiais, por motivos os mais diversos: estas áreas podiam estar associadas a mitos, fatos históricos marcantes e à proteção de fontes de água, caça, plantas medicinais e outros recursos naturais.
Com o passar do tempo, muitas áreas naturais foram sendo destruídas para dar lugar à ocupação humana. Animais e plantas foram eliminados, alguns desapareceram e outros, até os dias atuais, ainda correm risco de extinção.
Nosso país é considerado megabiodiverso. Aqui se encontra uma grande variedade de espécies da fauna e da flora, compondo importantes ecossistemas que nos proporcionam um dos melhores climas do mundo, água pura e em grande quantidade, terras férteis e paisagens paradisíacas.
Este é o nosso maior privilégio, esta é a nossa herança: temos uma natureza que nos oferece todos os recursos de que precisamos para viver bem. E essa herança deve ser protegida.
O governo brasileiro protege as áreas naturais por meio de Unidades de Conservação (UC) - estratégia extremamente eficaz para a manutenção dos recursos naturais em longo prazo.
Para atingir esse objetivo de forma efetiva e eficiente, foi instituído o Sistema Nacional de Conservação da Natureza (SNUC), com a promulgação da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000. A Lei do SNUC representou grandes avanços à criação e gestão das UC nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal), pois ele possibilita uma visão de conjunto das áreas naturais a serem preservadas. Além disso, estabeleceu mecanismos que regulamentam a participação da sociedade na gestão das UC, potencializando a relação entre o Estado, os cidadãos e o meio ambiente.
Há 10 anos, o SNUC faz valer nosso direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado para presentes e futuras gerações, por meio da implantação e consolidação de unidades de conservação! Esse espaço foi feito para que você possa conhecê-lo mais... Aproveite!
Unidade de Conservação é vida, é diversidade, é riqueza, é patrimônio nacional!


Fonte: MMA

Biodiversidade Brasileira - ICMBio

sexta-feira, 11 de abril de 2014

52 anos depois do livro "Primavera Silenciosa" e a "Síndrome do Desaparecimento das Abelhas"

Por Maria Morais

52 anos depois do lançamento do livro "Primavera Silenciosa" - Rachel Carson  estamos em movimento para reduzir o uso de pesticidas tóxicos que tem causado o desaparecimento de abelhas em larga escala em todo o mundo.

"Primavera Silenciosa"

Uma das obras mais importantes do século 20 foi publicado em 1962, o livro fez o primeiro alerta mundial sobre os efeitos nocivos do uso de agrotóxicos e questionou os rumos da relação entre o homem e a natureza.

Rachel Carson era bióloga marinha e pesquisou profundamente a questão do uso de agrotóxicos nos Estados Unidos, tema que chamou  a atenção da bióloga e escritora já em 1945 quando pesquisadores americanos começaram a estudar os efeitos do pesticida  dicloro-difenil-tricloroetano (o inseticida DDT) no meio ambiente.

A Alemanha sintetizou o DDT em 1874, mas somente em 1939 o químico suíço Paul Hermann Muller (1899-1965) descobriu suas propriedades inseticidas e em 1948 ele ganhou o Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta e sucesso inicial do uso do pesticida no combate aos insetos transmissores de doenças como a tifo, a malária e a febre amarela. O DDT começou então a ser usado para combater os insetos que atacavam as lavouras após a Segunda Guerra Mundial. Uma década depois começaram as primeiras notícias dos efeitos da contaminação da água, do solo e da morte de animais.

Rachel Carson levou 04 (quatro) anos pesquisando sobre o tema e contou com uma rede de colaboração de cientistas de diversos países.

De acordo com suas pesquisas, o DDT atinge todo o ecossistema (solo, água, fauna e flora), atinge a cadeia alimentar e chega ao homem.

A bióloga e escritora enfrentou com coragem os fabricantes de pesticidas que se uniram para desacreditar seu trabalho e seus colaboradores enquanto a população manifestava apoio à bióloga.
Muitos países na Europa baniram o DDT a partir de 1968 e os Estados Unidos em 1972, ano em que a Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, assinada por 180 países restringiu seu uso. Somente em 2009 a comercialização do pesticida foi proibida no Brasil.

Rachel Carson morreu em 1964 sem conhecer o sucesso de sua obra e o valor de sua luta.



Fonte: http://pindorama.ning.com/profiles/blogs/50-anos-do-livro-primavera-silenciosa

Petição pela Proteção das Abelhas

A campanha criada e coordenada pelo professor Lionel Segui Gonçalves, do Departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP cujo título é “Bee or not to be?”, busca assinaturas online para a Petição pela Proteção das Abelhas, que será entregue às lideranças governamentais e já conta com mais de 3.300 assinaturas.

Fonte: http://www.semabelhasemalimento.com.br/

CLIQUE AQUI E VEJA A PETIÇÃO COMPLETA

A petição pela proteção às abelhas cujo principal objetivo é a sensibilização da sociedade, convoca a todos para uma mobilização de apoio a todas as ações de investigação, identificação e combate às causas do desaparecimento das abelhas ou Colony Collapse Disorder (CCD). A síndrome pode ser causada por neonicotinoides - inseticidas cuja origem provem da molécula da nicotina. A União Europeia proibiu em 2013 por dois anos esses inseticidas. O Brasil é atualmente o maior consumidor mundial de agrotóxicos, de 2010 a 2013 foram comercializados mais de 1 milhão de toneladas de agrotóxicos, cerca de 5Kg por habitante. As pesquisas revelam que os neonicotinoides (neonics), tem efeito altamente tóxicos para as abelhas, percorrendo o sistema vascular das plantas e eliminados através do polen, do nectar e gotas de água, ao fazerem a coleta, as abelhas sofrem de problemas de navegação e não retornam para as colmeias. De acordo com dados de 2011 da United Nation Environment Program (UNEP), já existem pesquisas que apontam que os neonics também são prejudiciais para gatos, cachorros, peixes, aves e outros animais.

Segundo o Professor Leonel Gonçalves, a substituição de agrotóxicos e pesticidas pelo controle biológico é umas das alternativas, além de ser necessário o aumento das áreas verdes, proteger o meio ambiente e cultivar plantas de interesse das abelhas para que elas possam proliferar.

Caminhamos para uma grande crise alimentar mundial e 95% das ações antrópicas são responsáveis pela destruição do planeta. Precisamos repensar imediatamente as nossas atitudes, rever conceitos e buscar as alternativas para a nossa sobrevivência e proteção do nosso planeta, da nossa “casa”.



Sem abelhas, sem alimentos! Assine Já a petição!


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Placements & Internships in Greece

Internship programmes combine academic studies, volunteer services, cultural immersions and adventure activities to give students a deeper, more meaningful study abroad experience. Taking part in our internship/ placements programmes is a great way to travel, learn more and be educated on environmental studies and still make a contribution to the global efforts for the protection of the environment. The placement/ internships programmes are very similar to the volunteer Gap Year programmes, but the intern programmes are usually for undergraduate or postgraduate university students taking it for school credit or thesis study or even someone looking for an internship to put on her/his resume. The internship programmes have more of an educating/ skill advancing focus comparing to volunteer Gap Year programmes. The intern abroad programmes will usually involve rating the performance of the interns, working with the universities directly, participating in the management of Protected Areas and conducting supervised or unsupervised field research. Whether you want to get experience with Protected Areas (PAs) Management, Biodiversity Monitoring, Environmental public Awareness, Ecotourism or Marine Science, taking part in one of our internship programmes is a challenging learning experience that will not only help you to gain practical experience and improve your education and skills but also will assist you to increase your experiences relevant to your career and to stand out to future employee. It is a great opportunity for those seeking academic credit and gain new skills in Environmental studies or individuals who seek to set specific learning objectives with a supervisor for their Environmental career development. We will work closely to place interns with a project and supervisor to fit these goals. The internship and individual volunteer programme include practical experience in the management of PAs, field research, office work, scientific article writing, university lectures etc. Our Internship programmes consist of groups of international students living and working together. All logistics, such as housing, food, travel arrangements, studying and working environment are taken care of already through the chosen programme. Take a look at your options within our intern programmes. Don’t know which is the right one for you? Feel free to ask us for the possibilities.
Access http://www.greentraveller.gr/interns.html

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pesquisadora do IPÊ Patricia Médici é entrevistada no Programa do Jô Soares

Há 15 anos, Patrícia Médici dedica-se a estudar o papel ecológico do maior mamífero terrestre brasileiro. 
Ganhadora do Golden Ark Award, prêmio holandês concedido a cientistas que contribuem para a preservação de animais selvagens, a especialista em conservação de antas vai usar os 50 mil euros do prêmio na continuidade de seus estudos.
Nesta segunda 03,  ela foi entrevistada no Programa do Jô Soares da Rede Globo.